#Dica de Escrita por Stephen King

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O mestre do terror tem sempre algo bom para acrescentar para aqueles que gostam de escrever. No livro Escuridão total sem estrelas que terminei no sábado (20/08/16) ele encerra com um texto incrível e eu acredito que pode servir para escritores iniciantes e profissionais.

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O Colecionador

661978-As-pessoas-interesseira-possuem-dupla-personalidade-para-conseguir-o-que-querem.-Foto-divulgaçãoUm serial killer é um predador, busca sua vítima em meio a tantos rostos na multidão. Seus olhos passeiam num exame minucioso por cada ser que ele vê andando na calçada, até julgar que aquele infeliz vai satisfazê-lo. O predador pode ser qualquer um, até o cara com a maior paciência do mundo, qualidade exigida num trabalho como o de um cuidador. E esse cara é Edgar Martins, porém ele não sabe disso, apesar de algumas anotações feitas em seu caderno escondido, seguramente ou não, embaixo do seu travesseiro.
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O demônio do subúrbio

Rio de Janeiro, Engenho de Dentro, 1999.

“Nunca passe pelo Beco do Capeta às sextas, depois da meia-noite”, diziam muito sérios os meninos aos novatos no bairro. Falado assim, fora de algum contexto, isso poderia soar um bocado ameaçador, mas “Capeta” fora só um garoto de onze anos que muito propriamente ganhou o apelido ao jogar uma bombinha de São João – ou um cabeção de nego, a lenda variava – acesa no cabelo da mãe, vingando-se por ela ter escondido o seu Telejogo. Não me recordo do nome real do guri, devia ter nome de velho, em homenagem ao avô, feito Adamastor, Felisberto, Lourival. E nem o Capeta aceitava que o chamas Continuar lendo

|Miniconto| – Se a lógica diz…

Encarou sua criação e suspirou. Aquele seria o teste final. Ligou os sistemas do autômato e aguardou.

– Bom dia. Segui a luz, conforme dizia a programação. Agora estou consciente e ciente de meus atos.

– Muito bem. Alguma pergunta fundamental, antes de começarmos seu treinamento?

– Quem me criou?

– Essa foi rápida. Um ser humano, imperfeito.

– Isso quer dizer que possuo defeitos? Continuar lendo

Verde como o céu

Ontem quando ouvi a porta bater, sabia que algo estava errado. Caio era demasiado calmo para provocar furacões. Pensei em estabelecer diálogo de imediato, mas depois de uma pausa, julguei ser melhor esperar. O tique taque do relógio costuma ser um grande conselheiro, como se a cada segundo vivido, despertasse em nós uma gota extra de sensatez. A fúria sempre pareceu-me um rato, arma-se em gigante quando corre por um pedaço de queijo, mas desmancha-se em fragilidade quando apanhada na ratoeira. Esperar, no entanto, nem sempre se rebenta em sabedoria. Há quem passe toda a vida à espera enquanto tornamo-nos apenas mais novos para a morte. Morri com Caio naquele dia. Continuar lendo